terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Armas matam e vídeos relatam!

A justiça deveria ser cega. Deveria. No entanto, a realidade mostra que ela não é cega, tampouco enxerga perfeitamente. Na verdade ela é caolha, ora de um olho, outrora de outro, capaz de ver e não ver tudo o que for conveniente a elite do poder, seja ela militar, política ou financeira (ou todas juntas).

Se for verdade que a revolução não será televisionada, então que pelo menos seja veiculada no youtube, compartilhada no facebook, observada e absorvida pela maioria oprimida: os outros 90%.

É lamentável saber que uma denúncia contra um abuso policial nunca dá em nada, pelo contrário, chega a se perigoso para a própria vítima. Mas um fenômeno não tão recente vem nos surpreendendo, a facilidade de gravar os ocorridos do cotidiano. Hoje em dia muitos possuem celular que realizam filmagens, um recurso tecnológico que ao invés de apenas ludibriar a massa, está servindo como uma poderosa ferramenta de denúncia, como foi o caso dos Guardas Civis Municipais (GCM) que foram afastados após serem filmados numa atuação pífia e desprezível na Praça Roosevelt. Leia mais.

Há poucos dias outro GCM disparou SEM QUERER na cabeça de um jovem de 16 anos, na rua de sua casa, na frente de sua mãe. E o lindão agora faz serviços internos - que bela punição! Num outro vídeo, que não o deste link, a mãe relata que ela não é a primeira e nem a segunda a passar por isso e sabe que nada será feito.

Esta é mais uma história de Itapecerica da Serra, muito parecida com algumas histórias de Diadema, de Capão Redondo, de Guaianases e de tantos outros bairros e cidades situados na periferia da Grande São Paulo.

Não se cale e não espere que outros o façam. Aperte o REC antes que eles apertem o gatilho.

Saudações libertárias,

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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Futebol e Política! Uma breve e superficial reflexão sobre as eleições para a prefeitura de Foz do Iguaçu

Futebol e política! Uma breve e superficial reflexão sobre as eleições para a prefeitura de Foz do Iguaçu

Nem todas as pessoas gostam de futebol e política, mas se você gosta de pelo menos uma delas vai me compreender.

Quando um jogador ruim de bola vem jogar em nosso time lamentamos; quando um jogador mascarado vem jogar em nosso time lamentamos. No entanto, apesar da decepção, continuamos a “vestir a camisa”, a torcer por nosso clube.

Na política não é muito diferente... aqueles que possuem um partido de coração acabam por fazer vista grossa diante do seu candidato. Vestem a camisa, tapam olhos e ouvidos, mas abrem bem a boca na campanha.

E porque será que não conseguimos sair dessa lógica dessa torcida partidária? Será que de fato nossos companheiros colocam a mão no fogo por seu candidato? Ou será que os jovens socialistas estão em busca de benefícios próprios, assim como os velhos capitalistas?

Saudações libertárias,

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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Fui mal educado (graças a deus)

Num passado pouco distante assisti a uma palestra sobre Diversidade e Educação, ministrada pelo professor Luis Gandin. O professor discorreu sobre a “obviologia”, ou seja, estudar aquilo que é (ou parece ser) óbvio. Nesse sentido, considerando meus 22 anos de escola, pensei o que é a Educação e pra quê serve. Para isso, usei um método antigo: a consulta ao dicionário.

Abaixo segue os significados. Em negrito marquei a opção que mais faz sentido (a meu ver) para a (atual) educação escolar: 

  1. Ato ou efeito de educar. 
  2. Aperfeiçoamento das faculdades físicas intelectuais e morais do ser humano; disciplinamento, instrução, ensino. 
  3. Processo pelo qual uma função se desenvolve e se aperfeiçoa pelo próprio exercício: Educação musical, profissional etc. 
  4. Formação consciente das novas gerações segundo os ideais de cultura de cada povo. 
  5. Civilidade. 
  6. Delicadeza. 
  7. Cortesia. 
  8. Arte de ensinar e adestrar os animais domésticos para os serviços que deles se exigem. 
  9. Arte de cultivar as plantas para se auferirem delas bons resultados.

Educação é um termo endeusado, considerado por muitos a solução para todos os problemas (NÃO CREIO).

Não vejo o modelo educacional como algo libertário. Pelo contrário, a educação parece ter um caráter individualista, que talvez garanta a própria redenção, assim como a vitória no sistema capitalista ou a salvação no âmbito religioso. Pouco se trabalha a idéia do coletivo a fim de se atingir uma realidade de pessoas socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres, como diria Rosa Luxemburgo.

Quando vejo os pobres estudando os livros da burguesia é como se eu voltasse uns 500 anos no tempo e me deparasse com os jesuítas catequizando os “índios”. Não é a toa que a cultura popular imortalizou o ditado “de boas intenções o inferno tá cheio”.

Salve salve Garotos Podres e sua música Escolas:

Nas escolas
Você aprende
Que seu destino já está traçado
Pois querem os transformar
Em Cordeirinhos domesticados
Prontos pra serem transformados
Em operários escravizados

Pessimista? Eu? Rá!
Pessimista uma pinóia.
Novos livros serão escritos.
A verdadeira história será contata.
7 de setembro será esquecido.
E uma independência verdadeira será proclamada.
Eu tenho fé.

Saudações libertárias,
Ary Neto

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domingo, 28 de agosto de 2011

Papel de bala ou algo assim



Nas conversas que tive com os amigos e nas posteriores reflexões, criei o costume de sintetizar o pensamento em frases, cá estão as que lembrei de anotar.


Não quero construir um futuro brilhante, mas sim um passado alucinante. (Ary Neto)
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A democracia que não permite a anarquia, na verdade é uma ditadura. (Ary Neto)
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Os franceses inventaram o perfume. Os “índios” latino-americanos o banho diário. (Ary Neto)
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Em nome da paz, os cruéis levaram Deus aos quatro cantos do mundo. (Ary Neto)
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Se todas teorias estiveram erradas, só o prazer usufruído terá feito sentido na vida. (Ary Neto)
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Cultura: um barato louco, num processo lento. (Ary Neto)
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A apatia é o primeiro estágio do pensamento revolucionário. (Ary Neto)
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Sou contra a concentração de poder, de renda, de terra e de amor. (Ary Neto)
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Liberdade, igualdade e fraternidade são bases que instituíram, mas não construíram. (Ary Neto)
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Existem dois tipos de pensamento: o cristão e o equivocado... Ou seria o equivocado e o não-cristão? (Ary Neto)
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Um pensamento unânime é o reconhecimento da existência de igrejas não idôneas. Outro pensamento unânime é que nossa igreja não é uma delas. (Ary Neto)
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O senso crítico de uma sociedade e o poder de manipulação dos seus meios de comunicação são grandezas inversamente proporcionais. (Ary Neto)
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Sou ateu, sim, mas confesso que o melhor presente de Deus foi a individualidade. (Ary Neto)


Saudações libertárias,
Ary Neto

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terça-feira, 26 de julho de 2011

Dancem Macacos Dancem

Depois de um semestre cursando antropologia na Universidade da Integração Latino-Americana, pude me aprofundar em muitas questões sobre a complexidade dessa tal de espécie humana.
Mais do que tudo, estudo aquilo que diz respeito ao homem:
CULTURA
Seria a cultura nossa principal diferença para os macacos!?!
Então que...
Nesta semana um camarada me apresentou este vídeo.
Interessante! Divertido! Sensato!


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sábado, 25 de junho de 2011

Não creio em Gênio(s)

Se um dia, num sonho, tivesse por iluminado a localização de uma lâmpada; se um dia, num sonho, me encorajasse a sair no encalço dessa lâmpada; sem exitar iria a sua busca, a pegaria, a esfregaria e aguardaria pelo fenômeno constituído por um som abafado e uma fumaça com cheiro de baunilha que, suavemente, se dissiparia; me permitindo contemplar um gênio, verde e reluzente, que após dois segundos de sorriso me diria, diria em brasileiro, em alto e bom som: “Como já sabe, conforme te foi revelado, diga os teus desejos, todos o três, e eu os tornarei realidade”.

Desde criança penso nisso, nesse encontro com o Gênio, e de lá pra cá minha lista foi uma metamorfose ambulante, mas agora minha ideia está amadurecida. Não titubearei. Serei preciso, pedirei só o que realmente me interessa, algo ostentado por qualquer ser humano, qualquer mero mortal. Enfim, vamos lá Sr. Gênio, já sei o que quero e agora vou te dizer: “Quero ser onisciente, onipresente e, é claro, também quero ser onipotente”.

O Gênio deu um sorriso amarelo e completou com os dizeres “Boa pedida, mas não se vanglorie por uma suposta originalidade, afinal, já me pediram isso antes... De qualquer forma, cá está e assim seja. Está feito”.

Que sensação boa! Já posso sentir a onipotência correndo nas veias! Criarei um planeta que com certeza será bom; nele criarei formas de vida que se multiplicarão, mas que nunca fugirão aos meus olhos, pois minha onipresença os acompanhará até nos seus momentos mais íntimos. Calma, não serei um ditador. Pelo contrário, darei as vidas a infinita possibilidade da escolha, todavia, saberei sempre qual escolha será tomada, mas difundirei essa ideia de liberdade, fruto da minha bondade. Só de sacanagem.

Sim, eu seria um ser supremo. Adaptado para cada cultura, ora loiro e cabeludo, outrora gordo e careca... mas ainda sim, supremo. Sim, seria ótimo, mas que pena isso ser só uma fantasia minha. Que tolo eu era quando aguardava pelo encontro com o Gênio.

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De volta a cena

O Blog Por Comunicação e Cultura ficou inativo por um tempo, em virtude da falta de um computador para o contingente humano que aqui escrevia. O clima das lan house's se fazia pouco estimulante. Enfim, cá estamos, voltamos pra rede e a ideia será continuar com a média de um texto por semana.
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Saudações latino-americanas

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terça-feira, 8 de março de 2011

Uma questão de gênero

Este texto poderia ter um caráter romântico ao falar da mulher, poderia exaltá-la, compará-la as belezas da natureza, enaltecer seus mistérios como se fossem segredos do universo, mas não. Esta não é uma característica deste blog, não temos dom pra poesia. Fiquemos com a fria realidade.

Homens são de Marte, mulheres são de Vênus?
Para com isso. Que pretensão uma classificação dessas... este livro não é melhor do que outros títulos, tais como: Como enriquecer, Como ser feliz, Como fazer do seu filho o presidente.
No entanto, acho que compraria um livro com o título: Mulheres bebem tequila, homens bebem whisky... aliás, eu poderia escrevê-lo, ao menos tentar.

E o papel da mulher na sociedade?
Não vamos chover no molhado... ainda mais em São Paulo.
Sinceramente, não vejo perspectivas promissoras para a mulher dentro da nossa estrutura social. Mudanças mais radicais são imprescindíveis.

Simplista, eu?
Se todas as teorias estiverem erradas (o que não duvido), só uma coisa terá feito sentido na terra: o prazer. Mulheres, no que diz respeito ao sexo: não se acomodem num pedestal, pois é fútil e chato. Nos demais quesitos, podem e devem bater panela... eu vou junto.

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Pão e Green Label

Bendito sejam os pobres, disse Jesus. No entanto, também disse: - Nem só de pão vive o homem. Foi a pressão do mercado romano que o forçou nesta fala... era a deixa para a indústria da manteiga, do presunto defumado, do caviar, da Hugo Boss...
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Hoje foi mais um dia de liberdade nesse mundo maravilhoso.
Não há como não ficar feliz com a nossa realidade, nossa estrutura e nossa lógica, onde:
A guerra geral tecnologia e lucro;
Os bancos tomam a casa de quem não paga a hipoteca;
Os hospitais particulares só salvam a vida de quem paga;
Empresas fazem seguro de vida para seus funcionários, onde elas mesmas são as beneficiárias... o funcionário sobe na escada e os diretores gritam: Ca-í, Ca-í, Ca-í;
Bons meninos morrem em assaltos, por causa de correntes de prata, motos populares, tênis e tudo mais.
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Não adianta culparmos apenas quem puxa a gatilho. Está na hora de derrubarmos quem constrói as armas.

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Minicontos

Aquele era o único momento que conseguia encostar em uma mulher. Era por ele que deus permitia existir o trem lotado. (Marcio Damasceno)

Miniconto, ou microconto, ou nanoconto, é uma espécie de conto muito pequeno, produção esta que tem sido associada ao minimalismo. Embora a teoria literária ainda não reconheça o miniconto como um gênero literário à parte, fica evidente que as características do que chamamos de miniconto são diferentes das de um "conto pequeno". No miniconto muito mais importante que mostrar é sugerir, deixando ao leitor a tarefa de "preencher" as elipses narrativas e entender a história por trás da história escrita.

O guatemalteco Augusto Monterroso é apontado como autor do mais famoso miniconto, escrito com apenas trinta e sete letras:


Quando acordou o dinossauro ainda estava lá.


Assim como o estadunidense Ernest Hemingway é autor de outro famoso miniconto. Com apenas vinte e seis letras, mas por trás das quais há toda uma história de tragédia familiar:


Vende-se: sapatos de bebê, sem uso.
Fonte

Confira abaixo outros 13 minicontos de Márcio Damasceno

Siga-o!
(http://twitter.com/MarcioYutaka)

Era puta, dormia com homens horríveis. Mas na faculdade resgatava sua honra dispensando os garotos que todas outras queriam


Pra ele o crachá preso ao pescoço tinha o brilho de medalha de ouro. Para o outro lhe parecia coleira e tinha o peso da derrota


Quando mendigava dinheiro nunca davam, mas comida e agasalho nunca negavam; passou então a vender roupas e enlatados


Ele ia de fretado e voltava de trem lotado. Filosofava na ida e na volta antropologia


Pregava contra a vida padrão e a rotina. Saia em busca de aventura, drogas e mulheres... TODOS OS DIAS


Só ia de carro, até se alí na esquina. Depois se via na esteira da academia. E assim perdia caloria, a mensalidade e a gasolina


Mais que sexo, ele queria um beijo.. Ela disse: "Se fosse esse o caso, não ti cobraria dinheiro”


Ele estava à frente do seu tempo! Por isso ninguém o compreendia e por isso todos o chamavam de retardado


Certo dia, caiu-lhe a ficha. E sentiu a valise pesada, os sapatos lhe apertaram e a gravata quase o matou sufocado


Ele se achava duro, ruim e mal; até se ver quase afogado em suas lágrimas diante do seu pitbull atropelado no asfalto


O homem cheirava muito mal e seu patrão após tentar todos desodorantes, tentou diminuir sua carga laboral. Era isso.


No inverno, ao acordar, não lavava todo o rosto; só molhava a ponta de dois dedos e limpava apenas a remela dos olhos


O suicídio no cristianismo lhe vale o inferno. morrer por alá lhe valem 99 virgens. a vida vale o que você acredita

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